Morar sozinha: como estimar custos de uma nova cidade antes de se mudar

Morar sozinha: como estimar custos de uma nova cidade antes de se mudar

Decidiu morar sozinha mas não sabe por onde começar? Se tem algo que custa caro é arcar com 100% dos custos de uma casa nova. Mas antes de empacotar os móveis e colocá-los no caminhão, primeiro pesquise a fundo a nova cidade e decida qual a melhor forma de fazer a mudança.

“Se você tem dúvidas sobre morar sozinha, pesquise bastante sobre a cidade antes de escolher o imóvel. Lembre-se que o padrão de vida pode não ser o mesmo. Traçar objetivos e pensar quais foram os motivos que a fizeram morar sozinha pode ajudar nesse momento”, pontua o professor e doutor em Economia da IBE-FGV, Paulo Ferreira Barbosa.

Conheça bem seu novo endereço

A mudança pode ocorrer por vários motivos: a trabalho, para uma nova chance, por se identificar muito com a cidade. Mas antes de qualquer coisa, é primordial conhecer para onde está indo.

“Passe alguns dias no lugar, em um hotel por exemplo, para decidir onde vai morar. Pesquise na internet sobre a segurança, o transporte, o comércio. Assim, é possível comparar o custo benefício, saber se o transporte é de fácil acesso e se a casa fica perto do trabalho”, aconselha Barbosa. Também é importante pesquisar sobre a região onde pretende se instalar. Visite padarias, supermercados e farmácias para avaliar o padrão de preços.

Prepare o bolso com antecedência

Depois que a ideia da mudança se tornou concreta, a dica de Barbosa é poupar. “O ideal seria guardar dinheiro antes de ir morar sozinha, de 6 meses a um ano. Se não for possível, pelo menos 3 meses. Isso é para não ter surpresas ou poder lidar com elas eventualmente.”

Depois, calcule os custos da mudança e se valerá a pena fazê-la. “Decida se irá levar os móveis e se o novo endereço é longe. Talvez não valha a pena levá-los, pode sair caro. Principalmente se forem de baixo valor. Entre em contato com pelo menos três empresas de mudança e peça o orçamento”, acrescenta.

Defina as prioridades

O que é indispensável para você? Ter conforto em casa, poder sair todos os finais de semana ou ter uma internet rápida e TV a cabo são sinônimos de despesas que fazem muita diferença. Avalie o que é prioritário para colocar em seu orçamento. . “Você está indo morar sozinha e busca por mais independência. No começo, você não precisa de uma casa grande, que acaba gerando mais custos. Daí em diante, depois de estabilizada, tome as próximas decisões e busque um imóvel maior”, pondera Barbosa.

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Ele ainda sugere que, em um primeiro momento, o melhor é alugar um imóvel. “Comprar uma casa ou apartamento é muito definitivo. Alugue e conheça o bairro, para saber se é bom. Mas lembre-se de planejar as despesas, como água, energia, gás, internet, telefone.”

Em sites como o Custo de Vida é possível comparar valores entre uma cidade e outra. Por lá, mais de 32 mil pessoas de cerca de 2.500 cidades colaboram ao informar os preços de moradia, alimentação e lazer de cidades brasileiras.

Prepare-se para surpresas

Quem já mora sozinha sabe: imprevistos sempre acontecem. Por mais que estejamos com todas as contas projetadas na planilha do excel, não podemos prever quando ficaremos doentes ou quando o carro irá quebrar. “Mesmo com as despesas fixas enumeradas, morar sozinha impacta em assumir os problemas fora do plano. Quebra de veículo, problemas com o encanamento, um gasto emergencial com saúde ou mesmo uma viagem inesperada. Tudo, literalmente, pode acontecer”, elenca Barbosa.

“Ter um planejamento financeiro organizado em uma planilha é fundamental para você enxergar com clareza onde aplica seu dinheiro e se organizar melhor quando surgir um imprevisto”, recomenda.

Tenha sempre um plano B

Procure sempre ter alguém que possa lhe ajudar em momentos difíceis. Converse com pessoas que já morem sozinhas e peça conselhos. Ter dinheiro para pagar as contas não significa ter experiência para lidar com os problemas que surgirem.

“Saiba com quem você pode contar em caso de emergência, de falta de dinheiro, de problemas com saúde. Recorra à orientação dos pais, parentes e amigos”, conclui Barbosa.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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