Mulheres avançam mais que os homens nos cuidados com as finanças pessoais, diz estudo

Mulheres avançam mais que os homens nos cuidados com as finanças pessoais, diz estudo

As mulheres estão cuidando mais das suas finanças pessoais. Pelo menos é o que revelou um estudo realizado pelo app de finanças GuiaBolso. O levantamento, feito a partir dos dados dos usuários do aplicativo, concluiu que nossa saúde financeira avançou mais do que a dos homens no primeiro semestre deste ano – 2,2%, enquanto o indicador dos homens subiu 1,57%.

As descobertas surgiram a partir do Índice de Saúde Financeira (ISF), criado pelo GuiaBolso, que vai de zero a 700 pontos. Apesar do avanço, o ISF feminino continua inferior ao masculino: 412 pontos, contra 419 deles.

“O salário tem grande impacto nessa diferença. Como as mulheres têm, em média, salários mais baixos, seus gastos pesam mais em seu orçamento”, diz Thiago Alvarez, sócio do GuiaBolso. Para que se tenha ideia, na amostra do estudo, a renda feminina correspondia a apenas 51% do salário dos homens.

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Finanças pessoais sob controle

O ISF é composto por três variáveis: Fluxo de Caixa, Investimentos e Dívidas. A primeira mostra a diferença entre as entradas e saídas da sua conta – ou seja, se entrou mais dinheiro do que saiu. Quanto mais dinheiro sobrar, melhor. A segunda avalia quanto a usuária está investindo e a terceira se ela evitou o cheque especial.

O grande responsável pelo aumento do ISF em ambos os gêneros foi o fluxo de caixa, mesmo que eles tenham pontuado mais neste quesito. “Mas podemos afirmar que as mulheres se atentaram mais aos gastos nesse período”, aponta.

Enquanto isso, o parâmetro de investimentos avançou aproximadamente 3% no primeiro semestre para mulheres e homens. Já o indicador de dívidas ficou praticamente estagnado.

Diversos estudos já tentaram explicar porque as mulheres ainda ganham menos que os homens – ou seja, são diversos os fatores, quase sempre fundamentados em pensamentos machistas arraigados na sociedade. “Normalmente, elas pedem menos aumento, negociam menos o salário e se aplicam menos a oportunidades que elas não cumpram alguns requisitos. Na esfera pública, são muito importantes ações que ajudem a empoderar as mulheres e incentivá-las a ocupar este espaço, assim como conscientizar o mercado a acabar com a diferença de salários entre gêneros”, afirma.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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