O corte da nota do Brasil na classificação de risco afeta a minha vida?

O corte da nota do Brasil na classificação de risco afeta a minha vida?

Desde que a semana começou você deve ter notado que o noticiário econômico vem trazendo um bombardeio de repercussões do rebaixamento de nota que o Brasil recebeu da agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

Antes de mais nada, uma breve explicação sobre como essa classificação funciona: as notas das agências de classificação traduzem qual é o risco de investimento em um determinado país, como se fosse uma espécie de termômetro para os investidores.

Quanto mais segurança a economia de um determinado país transmitir, mais próxima de AAA estará a classificação deste país. O Brasil, que tinha nota BBB, caiu para BBB-, somente um degrau acima da nota CCC, essa última que já se direciona para o mercado especulativo.  O sinal à frente das três letras indica a queda de “estável” para “negativo”.

A redução da nota pela agência foi motivada pela diferença cada vez menor entre os gastos e a arrecadação do país, as perspectivas de baixo crescimento econômico, os déficits nas contas externas, a má gestão das contas públicas e o cenário de instabilidade em função do ano eleitoral.

Bom, mas qual o tipo de preocupação isso nos traz de imediato?

O indicado não é entrar em desespero, não aconteceu nenhuma catástrofe. Mas a situação claramente denota atenção, principalmente para as investidoras com perfis de moderado a agressivo.

De imediato, os mercados não sofreram um baque com a notícia, nesta terça-feira o índice Ibovespa encerrou o pregão com alta de 0,39% e o dólar comercial fechou o dia em queda de 0,47%, cotado a R$ 2,31. Este foi o retrato instantâneo do anúncio da S&P, mas o mais prudente neste momento é ficar de olho em como os mercados devem reagir a longo prazo, diante de possíveis medidas anunciadas pelo governo, declarações ou mesmo revisões da agência quanto à nota.

Por enquanto, a nota mais baixa acende um alerta, mas o país continua considerado atrativo para investidores externos. Mesmo com a queda, a nota do Brasil segue como a mais alta entre as economias emergentes.

como o corte da nota do Brasil afeta minha vida

Como os países que investem no Brasil são afetados com a redução da nota?

Bom, em linhas gerais, a redução da nota implica em uma mudança de patamar na forma como os investidores enxergam o Brasil. Com um risco maior, eles passam a exigir uma rentabilidade mais elevada para que continuem a injetar dinheiro em nossa economia. Dessa forma, o Tesouro Nacional aumenta o juros para oferecer melhor retorno financeiro a quem optar por investir no país.

Em contrapartida, os mesmos juros servem como referência para as operações inversas. Ou seja, quem precisa do capital estrangeiro no Brasil terá que pagar mais caro pelo investimento.

Vale lembrar que a redução da nota a tantos meses de distância do período eleitoral pode contribuir ainda mais para aumentar a instabilidade política. O governo vigente vai batalhar para reverter o quadro desfavorável, enquanto a oposição provavelmente tentará tirar vantagem da situação.

Todo esse cenário que acabamos de comentar serve como alertas a todas nós, como indicadores de que é preciso ter cautela antes de fazer grandes investimentos no mercado de risco. Tudo isso traz à tona novamente aquele conselho dado no início do ano pela planejadora financeira Myran Lund, de optar por investimentos mais conservadores neste momento de instabilidade.

Novamente vale ressaltar, o conselho aqui não é para formar um “efeito de manada” quanto a migração de investimentos, mas de maior cautela e observação antes de optar por um investimento de risco.

 

 

 

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

karinaalves

Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

close