O que vem pela frente: a jornada do autoconhecimento após sair de casa

O que vem pela frente: a jornada do autoconhecimento após sair de casa

Este pode ser um ano decisivo para muitas de nós. Quem decidiu sair de casa e morar sozinha sabe que terá uma longa jornada de autoconhecimento pela frente. A cada dia, aprenderemos a como nos virar sem a ajuda de pessoas mais experientes no assunto e a lidar com nosso próprio dinheiro.

Ter seu espaço é sinônimo de liberdade e autonomia, mas também de amadurecimento, autorrespeito e responsabilidade. “Quando se tem pouca experiência, a adaptação tende a ser um pouco mais difícil. Existem muitos gastos que precisam ser considerados, como aluguel e as contas de casa. Tudo isso antes era preocupação dos pais. Agora, ela terá que arcar com todo o balanço da receita e as despesas”, comenta a professora de gestão financeira da IBE-FGV, Eliza Lippi.

Para te ajudar nessa jornada, nós, do Finanças Femininas, preparamos uma semana de conteúdo especial para quem decidiu morar sozinha, e não sabe por onde começar – e também para quem já vive em seu cantinho, mas não tem ideia de como administrar todas contas de uma forma equilibrada. Então fica ligada no nosso Youtube, nas redes sociais e no portal, que estarão recheados de informações para você tirar todas as suas dúvidas.

Decidi morar sozinha: por onde começar?

Esse processo tem início no planejamento. Com ele, será possível visualizar qual a sua condição atual e o que você poderá fazer com ela. Se for possível esperar, utilize o tempo a seu favor para quitar dívidas e juntar uma grana. Ter uma reserva de emergência é uma ótima forma de começar a vida.

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Planilha de gastos para quem mora sozinha

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Outra dica da especialista é classificar os gastos entre despesas fixas – que englobam aluguel, condomínio, prestação do carro – e variáveis, como supermercado, água e luz. Saiba o quanto você pretende gastar nelas. “Antes de sair da casa dos pais, é preciso ter em mente o quanto você recebe e o que poderá pagar. Pesquise o bairro em que pretende morar, veja se o custo de vida é caro, se tem padarias por perto e a distância do seu trabalho ou faculdade. Coloque todos os custos na ponta do lápis e pondere se vale a pena ter carro ou utilizar o transporte público, e leve em consideração o tempo de deslocamento”, aconselha Eliza.

Bairro escolhido, chega então o momento de encontrar o imóvel que se encaixe no quanto você pode pagar. Caminhe pelo bairro de preferência, anote os telefones das plaquinhas de anúncios e não pare na primeira opção. Os valores de aluguéis podem variar muito dentro da mesma região, e você só saberá disso se pesquisar.

Antes de fechar negócio, vale pedir auxílio aos pais ou parentes que conheçam o processo. Avalie com eles todas as cláusulas, condições estruturais do imóvel e tempo mínimo de permanência. Tudo isso deve pesar na sua decisão, afinal, esse será seu novo lar por pelo menos alguns meses.

Hora de mudar, o que fazer?

Agora que está na sua própria casa, poderá usufruir da liberdade de ter um cantinho só para você. Mas antes de sair comprando todos os móveis legais que você viu na sua loja favorita, tenha em mente que mobiliar um imóvel custa caro. Sonde amigos e familiares sobre alguns itens que já não usam mais. Qualquer mesinha ou estante irá ajudar. Decore seu espaço aos poucos e seja criativa: abuse dos DIYs e deixe-o com a sua cara.

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Contrate os serviços essenciais, como telefone e internet. Com os valores em mãos, coloque-os na planilha como despesas fixas e faça uma média de quanto irá gastar com gás, água e energia. Só então você saberá o quanto pode destinar a supermercado, saídas com os amigos e outras despesas, como academia.

Para quem mora longe de mercados ou atacados, uma dica que pode funcionar é se programar para fazer uma grande compra em locais mais distantes uma vez por mês. Já mostramos como os valores variam de acordo com cada região. Utilize os comércios do bairro apenas para repor algum item que esteja em falta.

Lembre-se, antes de ir às compras, faça uma lista do que está acostumada a consumir e utilize cardápios semanais para evitar desperdícios. No começo pode parecer difícil fazer economia quando é você quem decide o que irá comprar em meio a tantas guloseimas disponíveis, mas com o tempo você irá pegar o jeito.

“Morar sozinha é um exercício de autoconhecimento, de descobrir as suas necessidades e ir se adaptando a elas. Primeiro você tem que saber o quanto ganha, o quanto você pode pagar de despesa fixa e o quanto pode deixar livre – pelo menos 30% da sua receita para despesas eventuais é o recomendável. Morar sozinha é uma questão de ajuste e adaptações a você mesma”, conclui Eliza.

Ainda tem dúvidas sobre como sobreviver a essa nova fase da vida? Não deixe de acompanhar nossa série especial, preparada especialmente para te ajudar a não passar perrengue.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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