O que você não viu por estar muito ocupada com a volta da CPMF e o MasterChef

O que você não viu por estar muito ocupada com a volta da CPMF e o MasterChef

*Naiara Bertão

Olá, pessoal, tudo bem?

Um dos assuntos mais falados da semana – sem considerar a final do MasterChef – foi a possível volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). O imposto federal incidia sobre movimentações bancárias dos contribuintes e ficou em vigor por 10 anos, sendo extinto em 2007. O tema, de fato, é relevante e pode arrastar-se por quarto anos. Vai diminuir ainda mais o poder de compra de todos nós, já espremido pela inflação e juros altos e assombrado pelo o risco de desemprego. É, sem dúvida, revoltante saber que poderemos pagar ainda mais impostos. Hoje já trabalhamos mais de cinco meses só para pagar os tributos. Essa é apenas uma das medidas apresentadas na semana passada para tentar cobrir o buraco do orçamento.

Netflix pode ficar mais caro

Contudo, não é das outras oito medidas que também foram apresentadas por Joaquim Levy, ministro da Fazenda, que quero falar hoje. É do Netflix. Sabe aquele serviço de streaming de filmes, séries e documentários que mais de 2,2 milhões de brasileiros já assinam? Então… ele pode ficar mais caro. A mesma coisa para o Spotify e o Deezer, streaming de música.

Isso porque a Câmara dos Deputados aprovou recentemente o projeto de lei complementar 366/2013 que estende a cobrança do ISS (Imposto sobre Serviços) a setores que ainda não eram tributados, como os tais serviços que vendem conteúdo pela internet. Há uma discussão jurídica se a cobrança é institucional ou não, mas é bom já ir se preparando para mais um aumento, além da água, luz, gás, combustível, cebola e tantos outros que já abocanharam reais da nossa conta.

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Bingo!

Outra coisa que poucos viram foi a possibilidade de voltarem os jogos de azar. Não que eles deixaram de existir, mas a presidente andou consultando os líderes governistas da Câmara dos Deputados para saber como a legalização desses jogos (bingo, pôquer, caça níqueis, etc) poderia ser recebida pelas pessoas. E não é pela vontade de dar mais diversão aos brasileiros em tempos de notícias ruins ou para ganhar um extra para ajudar na conta do déficit das contas públicas. É para arrecadar mais dinheiro, óbvio!

Sem educação!

Não estou falando das tantas pessoas más educadas que topamos diariamente, mas do futuro do Brasil. Uma pesquisa do MEC (Ministério da Educação) mostrou, na semana passada, que uma em cada oito crianças de 8 anos não sabe ler. Esta é a idade em que elas deveriam estar completamente alfabetizadas. Além disso, a Avaliação Nacional de Alfabetização apontou que mais da metade dos alunos (56,17%) só é capaz de encontrar uma informação em textos se ela estiver na primeira linha e que, ao escrever um texto, 34,4% produzem frases ilegíveis. Em matemática, 57% não conseguem solucionar questões com números maiores que 20 ou ler as horas em um relógio de ponteiros. É o futuro da economia que está em jogo.

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Não curti!

O Facebook anunciou o tão esperado botão de ‘não curtir’. Isso certamente você viu, não? Mas o que você não sabe é que isso pode ajudar a rede social a ganhar mais. Não que os R$ 48 bilhões em faturamento que já tem seja ruim, mas quanto mais zeros na conta, mais curtidas os investidores do Face darão. Isso porque o ‘não curtir’ vai ajudar a rede a entender ainda mais o seu público e permitir que as empresas segmentem  mais seus investimentos em publicidade. Hoje em dia, a informação está mais ligada a dinheiro do que o tempo.

Sorria e tome um whisky

Por fim, nada como uma boa dose de whisky para esfriar a cabeça depois de tanta notícia ruim, não é? A Johnnie Walker pensa o mesmo e lançou a maior campanha de marketing de sua história com o mote de otimismo. Ao slogan “KeepWalking”, aparece a frase “O otimismo te leva mais longe”. Um brinde à vida!

 

*Naiara Bertão é jornalista formada pela ECA-USP, especializou-se em economia, negócios e finanças. Trabalha para o Guia Bolso e passou por diversos veículos  de comunicação do país, como Infomoney, Brasil Econômico e VEJA. Escreve sobre os principais acontecimentos econômicos da semana.

 

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