O tubarão – ops, apagão – vai te pegar

O tubarão – ops, apagão – vai te pegar

Bom dia, meninas! Os riscos de faltar água na torneira e energia em casa estão deixando todo mundo de cabelo em pé. Na coluna Em $uma de hoje, a repórter de economia Naiara Bertão mostra o que pode acontecer no pior cenário. 

Olá, meninas!

Já falamos algumas vezes nessa coluna de como a produção da indústria vai mal. Bom, na semana passada o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o balanço de todo o ano de 2014. A conclusão? A produção desse setor despencou 3,2% em comparação a 2013! O indicador de atividade do comércio também não veio muito animador. No acumulado de janeiro a novembro (último dado divulgado pelo IBGE), o volume de vendas subiu apenas 2,4%. No mesmo período de 2013 as vendas do varejo subiram 4,3% e o ano já não havia sido tão bom. Se considerar nessa conta as atividades de material de construção e de veículos (varejo ampliado), houve queda de 1,6% no acumulado do ano.

Qual a tradução de tudo isso? Medo. Medo do empresário de investir, do consumidor de consumir, do empregador de contratar e das pessoas de perder seus trabalhos. Isso fica muito claro nos índices de confiança da indústria, serviços, comércio e consumidor medidos pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), que estão em níveis baixíssimos – alguns chegaram a cair em janeiro de 2015 para o menor patamar de toda a história da pesquisa.

Bom, não é preciso ser economista para perceber que a situação não está muito boa para as tais perspectivas econômicas, certo? Certo, mas sabia que pode piorar se ainda tivermos falta d’água e racionamento de energia? Há duas semanas tivemos aquele apagão de uma hora no meio da tarde. Os especialistas já deixam claro que isso pode se repetir. É sabido que em muitas cidades as torneiras secam por um longo período do dia. Imagina para um restaurante o que isso não significa? O dono tem que gastar para construir caixas d’água, comprar lava-louças mais eficientes, reduzir o número de pratos e talheres usados, isso se ele tiver eletricidade para abrir as portas.

É difícil imaginarmos nossa vida hoje sem energia, não? Pois não apenas os especialistas, mas o próprio sistema que monitora o setor elétrico nacional já emitiu o alerta na semana passada: o risco de desabastecimento (ler: falta de energia) ultrapassou o limite “tolerável” determinado pelo Conselho Nacional Política Energética (CNPE). Esse índice de desabastecimento leva em consideração uma série de fatores como regime de chuvas dos últimos 82 anos, expectativa de precipitações, nível dos reservatórios das hidrelétricas, potencial de geração do sistema, quanto o sistema elétrico já está produzindo de energia e em quanto poderia aumentar ainda sua geração, entre outros.

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Esse risco para o Sudeste/Centro-Oeste (subsistema responsável por 70% da energia consumida e produzida no país) chegou a 7,3% na semana passada – o limite é 5%. O alerta já está vermelho e diz claramente que ou o país diminui seu consumo de energia urgentemente, ou haverá um problema de fornecimento. O governo já até estuda estender o horário de verão para mais um mês – ele terminaria em 22 de fevereiro – para ajudar na economia de energia.

Alguns especialistas já falaram que a única coisa que ‘salvou’ o Brasil do desabastecimento no ano passado foi o baixo crescimento econômico. Sim, justo esse que tanto a equipe econômica do governo trabalha para estimular!

Nesta semana sairá o dado de safra (um setor fatalmente atingido por qualquer crise hídrica) e o resultado das vendas do comércio de todo o ano de 2014. O varejo, junto com serviços, são os setores que mais têm puxado o tímido crescimento econômico. Resta ver, na quarta-feira, como anda esse fôlego.

 

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