Planejamento funerário: um tabu que pode trazer tranquilidade para a família

Planejamento funerário: um tabu que pode trazer tranquilidade para a família

Tabu em muitas culturas, a morte muitas vezes é tida como vilã. No entanto, por mais que a maioria das pessoas procure evitar o tema, fazer o planejamento funerário é uma forma de poupar seus entes queridos de terem que lidar com questões burocráticas e preveni-los de desembolsarem uma boa quantia.

O planejamento funerário nada mais é que um contrato que descreve os detalhes após sua partida. Pago ainda em vida, garante que tudo sairá conforme a sua vontade – se será enterro ou cremação, qual capela preferida e até a ornamentação do local.

Na hora de contratar os serviços oferecidos pelas funerárias, tem-se que ponderar qual a sua vontade, o que confortaria a família e, principalmente, o que cabe no bolso. “A cultura do brasileiro não permite que ele pense muito sobre isso, acha que não vai acontecer e deixa o problema para alguém resolver depois que morrer. Mas não deveria ser assim, deveria virar uma prioridade para a pessoa. Na hora do óbito, não é uma coisa coisa fácil de se resolver e ainda ter que lidar com o luto”, comenta o professor de gestão financeira da IBE-FGV, Claudio Tosta.

Algumas opções podem ajudar nesse momento e permite que você pense nas questões a longo prazo. “Não é só o dia do sepultamento. Tem o custo de fazer uma lápide, mas tem também a manutenção anual. Não é muito, mas se você faz um pacote já pensando nisso agora, já poupa quem ficará responsável por pensar nessas questões posteriormente. Parece simples, mas não é, pois às vezes a família não consegue arcar com a manutenção”, pondera Tosta.
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É possível, por exemplo, contratar um auxílio funeral, uma cobertura que assegura o reembolso das despesas do funeral. Porém, isso ocorre apenas depois do processo. Sendo assim, a família precisará arcar com os custos e apresentar os recibos à empresa responsável pelo auxílio, além de precisar escolher todos os detalhes.

Já na assistência funeral, a seguradora será a responsável por todos os detalhes, desde o translado do corpo até o enterro, dando tranquilidade à família. Mas é necessário ficar atento aos detalhes do contrato. Caso o óbito aconteça fora da cidade e estado da empresa contratada, o traslado pode ficar por conta dos parentes.

Opções de escolha

Planejar com antecedência, em um momento de tranquilidade, garante economia e paz de espírito para os familiares em um momento tão complicado. Além disso, é possível escolher os detalhes de acordo com as preferências de cada um – tem pessoas que preferem não ter velórios, já outras optam por uma cerimônia mais demorada.

Decidir se terá ou não um velório enquanto está vivo pode parecer estranho, mas garante que os familiares respeitem sua vontade. O planejamento funerário permite que você escolha todos os detalhes, desde o local ao tempo de duração.

Algumas empresas contam ainda com o serviço de velório virtual, que é uma forma de aproximar parentes que moram longe e permite que todos se despeçam do ente querido.

Já em relação ao enterro e à cremação, muitos fatores podem influenciar nesta decisão: a vontade da pessoa, a cultura do local e a religião da família. Mesmo sendo a escolha mais comum no Brasil, muitas pessoas são avessas ao pensamento do enterro, preferindo, assim, a cremação.

Redução de custos

A ideia de planejar com antecedência como tudo ocorrerá no momento de sua morte pode garantir que tudo saia mais barato – em alguns casos, o custo pode cair pela metade. No Brasil, de modo geral, enterro é algo dispendioso. E, muitas vezes, a família não está preparada para arcar com os custos.

Após já ter tudo pensado, é hora de programar o pagamento. Alguns planos permitem dividir o valor em até 100 vezes e, com isso, as parcelas podem diminuir ao longo do tempo. “Não é uma coisa barata. Tem uma série de custos que acontecem nessa hora que as pessoas não estão preparadas. Então, é importante, no planejamento de vida, ter um planejamento de morte”, analisa Tosta.

Para quem está considerando contratar um serviço de planejamento funerário, o próximo passo é calcular o que cabe no bolo. “Faça uma conta e um plano para daqui cinco anos. Deixar tudo para quem fica pode ser uma decisão um tanto egoísta, mas isso vai muito de cada um”, conclui Tosta.

Fotos: Shutterstock

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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