Qual é o tipo de empréstimo mais barato?

Qual é o tipo de empréstimo mais barato?

Se você for do tipo de pessoa que faz compras no supermercado pegando o primeiro produto que vê na prateleira, sem consultar os preços das marcas concorrentes, é bem possível que leve um baita prejuízo se precisar tomar um empréstimo. Nesta hora, todo critério é pouco.

Neste tipo de situação, o passo inicial e fazer um levantamento das taxas de juros praticadas pelos bancos e financeiras. Só que escolher o empréstimo somente pela taxa de juros não é a estratégia mais eficaz. Além dos juros, você deve conhecer um pouco mais sobre o Custo Efetivo Total, também conhecido como CET.

O que é o CET e qual a importância dela?

Como o próprio nome já diz, este é o custo total do seu empréstimo, incluindo tributos e tarifas. Em muitos casos, as empresas abaixam as taxas de juros, mas sobem o CET, que incluem taxas que não ficam muito claras na hora da tomada do empréstimo.

Sendo assim, além de comparar os juros praticados no mercado, é importante também comparar o CET de cada local que você consulte.

Tudo isso pode lhe parecer fácil na hora de falar, mas difícil de aplicar na prática. Na verdade não é difícil, só é mais trabalhoso e requer mais paciência da sua parte. Mas pense bem, é do seu dinheiro que estamos falando. Se você realmente precisa tomar um empréstimo, é necessário que faça isso com a maior cautela possível, para evitar que arranje um problema ainda maior do que a sua dívida.

qual a melhor opção de empréstimo

Cheque especial

Muita gente recorre ao cheque especial por ser a opção mais fácil. É um dinheiro que, apesar de não ser seu, está ali disponível – parece tão simples… Mas obviamente este tipo de facilidade tem um preço e não é barato! Os juros cobrados em cima do cheque especial passam de 7,5% ao mês, em média. Você conhece algum investimento que rende isso com tranquilidade no mês?

É um modelo de empréstimo que só deve ser usado em último caso e que você precisa se programar para pagar o mais rápido possível e evitar se envolver em uma bola de neve.

Empréstimo Pessoal

Este é o modelo mais fácil de ser encontrado no mercado. As propagandas fazem questão de apresentar este produto como se fosse um método instantâneo de ter dinheiro em mãos. Nessa hora é bom dar ouvido a aquele ditado de avó, que diz que quando a esmola é demais, o santo fica desconfiado. Antes de qualquer coisa, faça uma consulta no site do Banco Central e verifique se a empresa ou banco que oferece empréstimo está autorizada a atuar no mercado.

Analise bem as taxas de juros e procure fazer uma escolha ponderada: nem as mais caras (porque ai não é vantajoso!) e nem as mais baratas, porque são suspeitas. O melhor é que você fique no patamar de mercado, por isso é bom pesquisar todas as opções para saber a média de juros praticados. Um bom guia é evitar financeiras e confiar apenas em bancos com tradição no mercado. Se o contrato deixar qualquer tipo de dúvida, não o assine antes de consultar a cláusula em algum órgão de defesa, como o Procon. É importante que você fique atenta aos prazos de pagamento, para evitar multa. De qualquer maneira, saiba que o Código de Defesa do Consumidor estabelece que a multa por atraso não pode ultrapassar os 2%.

Empréstimo consignado

Este costuma ser a forma de crédito preferida, porque tem as menores taxas de juros e pode ser descontada da folha de pagamento. Pela regra, o valor do empréstimo não pode passar de 30% do total da sua renda, o que de certa forma te dá segurança para conseguir quitar a dívida depois. Mesmo sendo mais interessante e acessível, é importante que você seja bem criteriosa. Procure usar este tipo de empréstimo para o pagamento de dívidas maiores e que aumentam com mais velocidade, como o cheque especial e o crédito rotativo do cartão.

Programe bem seu orçamento e faça cortes nas suas despesas mensais, mantenha sempre em mente que este crédito está diretamente ligado à sua folha de pagamento, ou seja, no seu poder de compra.

qual o melhor empréstimo

Penhora

A vantagem deste modelo é que as taxas de juros praticadas são as menores do mercado. Além disso, o valor tomado de empréstimo pode ser de até 130% dos objetos que estão sendo penhorados. A questão é que poucas instituições oferecem esse modelo, tendo em vista que o custo para guardar bens de valor elevado é alto.

Assim como os outros modelos, é importante você ter bem planejado como pretende recuperar a quantia para pagar essa dívida, senão você realmente acaba perdendo a sua joia ou antiguidade penhorada. Agora, se você não tem intenção de recuperar seus bens de valor e está mesmo querendo vendê-los, seria interessante fazer uma avaliação em outro local. É bem possível que você encontre preços melhores do que os praticados no penhor.

Já sabe como vai conseguir dinheiro emprestado?

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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