Reality show mostra o lado sombrio da indústria têxtil

Reality show mostra o lado sombrio da indústria têxtil

Hoje vamos falar sobre moda e sobre consumo. Mas dessa vez o ângulo vai ser bem diferente. Muitas de vocês já devem ter visto algumas notícias por ai falando sobre denúncias de trabalho escravo, algumas no estrangeiro e outras delas aqui no Brasil. No setor têxtil, infelizmente essa é uma realidade muito comum, várias grandes marcas já tiveram seus nomes envolvidos em polêmicas sobre condições subumanas de trabalho. Igualmente triste é perceber que, por mais que a realidade seja alarmante, esse tipo de situação normalmente é ignorada pela sociedade.

Pense bem, na hora de comprar uma roupa, alguma vez você já parou para refletir sobre o processo produtivo daquela peça? Além do preço, qualidade, etc, o fato da empresa ser ou não conivente com trabalho escravo ou subumano pesou na sua decisão de levar ou não aquela roupa?

É bem possível que a resposta seja “não”. Você está ali simplesmente com o produto final em mãos e toma sua decisão com base no que vê e nas suas necessidades. O distanciamento do que acontece na cadeia produtiva, além do fato do estímulo a este tipo de reflexão ser ainda muito tímido, te afastam desta ponderação.

Choque de realidade

O jornal norueguês Aftenposten resolveu romper este paradigma com a realização de um reality show bem fora do convencional. O programa retrata a experiência de três blogueiros de moda que são enviados para trabalhar na indústria têxtil do Camboja por um mês.

Inicialmente, eles entram em contato com o pequeno apartamento habitado pela operária Sokty. Apesar de perceberem a diferença da realidade social, eles não imaginam o tamanho das dificuldades que surgem no caminho. Um grande impacto acontece quando eles visitam uma feira e percebem que uma blusa de 35 dólares vale mais que a renda de um mês da trabalhadora.

Ela recebe apenas 3 dólares por dia e só pode comprar roupas duas vezes por ano, cada peça no valor de 2 dólares. As roupas que costura podem custar até um ano de trabalho, sendo que ela mesma só pode dar-se o direito de gastar 4 dólares por ano em roupas.

A rotina exaustiva e e as condições precárias deixam os jovens em choque.

O programa na íntegra também está disponível no site do jornal. O programa traz a todos uma reflexão mais aprofundada sobre consumo e o lado sem glamour que sustenta boa parte do mercado da moda. É um incentivo para rever a compulsão por compras, para dar mais valor ao consumo consciente e ter uma visão mais ampla e crítica sobre o que acontece antes de muitos produtos chegarem nas vitrines.

 

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

karinaalves

Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

close