Saiba como garantir uma renda extra para a aposentadoria

Saiba como garantir uma renda extra para a aposentadoria

Todo mundo lembra do Dia das Mães, do Dia dos Pais, mas hoje você se lembrou que o Dia dos Avós será comemorado neste domingo (26)? A data passa sem ser notada por muita gente, o que é uma pena. Independente de ter lembrado ou não deste dia comemorativo, se você fizer um esforço, vai conseguir lembrar-se de algum valioso conselho de avó sobre o cuidado com  seu dinheiro e seu futuro.

Pensando na data e nos conselhos de família, você já tem algum tipo de estratégia traçada para sua aposentadoria? Se tem filhos ou netos, pensa em criar alguma aplicação que possa ajudar a garantir o futuro deles? Conversamos com o professor de economia do IBE-FGV, Mucio Zacharias, para analisar algumas possibilidades de aumentar e proteger o patrimônio. Na visão dele, uma boa alternativa seria aplicar em uma combinação entre VGBL e títulos públicos.

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VGBL

Na visão do especialista, é a opção mais indicada para quem tem um objetivo grande e de longo prazo. Para quem teve um filho recentemente e pensa em gerar um plano no qual ele tenha a possibilidade de resgatar parcelas mensais no futuro – para pagamento das parcelas da faculdade, por exemplo – um plano de VGBL com imposto de renda progressivo seria o mais indicado.

“No caso da tabela progressiva, se a pessoa optar por resgatar todo o dinheiro investido de uma só vez, a cobrança de Imposto de Renda é alta e o investimento fica pouco atrativo. Mas é possível fazer resgates parciais, dentro da faixa de isenção”, comenta. Ou seja, se o beneficiado por este fundo criado precisar resgatar parcelas de até R$ 1.710, não terá cobrança de Imposto de Renda, pois esta é a faixa de isenção vigente. No futuro, quem for usufruir dos bens precisará ter o cuidado de não retirar parcelas que superem o valor da tabela de isenção de Imposto de Renda.

plano-aposentadoria

Tempo de investimento e cuidados para investir

Se estamos falando de complemento para a aposentadoria ou formação de patrimônio para auxiliar os filhos, é preciso ter em vista que o dinheiro aplicado aqui é para o longo prazo. Algo para ser usado, por exemplo, daqui a 20 anos. “A pessoa que faz um VGBL precisa entender que não é uma aplicação simples, não dá para simplesmente retirar o dinheiro a qualquer momento. O objetivo é deixar guardado e poupar para o futuro”, comenta.

Além da disponibilidade para investir a longo prazo, ele recomenda uma boa pesquisa para evitar que taxas abusivas tornem o investimento desvantajoso.  “O ideal é ter um retorno de 4% a 5% ao ano, com taxas negociadas”, avalia. Segundo o especialista, os bancos têm ciência do interesse das pessoas em fazer planos de aposentadoria privada, por isso muitas vezes cobram taxas abusivas. Na hora de fazer a pesquisa, a atenção maior deve ser para a taxa de administração e a de carregamento. Se você opta por exemplo, por um banco que cobra 5% em taxas, a cada R$ 100 que investe, R$ 5 fica para o banco. A longo prazo, isso é muita coisa.

Em contrapartida, se muitos bancos oferecem opções de planos de previdência privada, isso significa que a concorrência é forte, ou seja, há espaço para negociação. Sendo assim, não hesite em barganhar antes de assinar qualquer papel. Algumas instituições, por exemplo, dão isenção total da taxa de carregamento.

Títulos públicos

Os títulos públicos são uma boa opção porque são investimentos em renda fixa, ou seja, possuem baixo risco e estão disponíveis com datas de vencimento bem variadas, justamente visando diferentes tipos de objetivo. Para quem deseja formar uma aposentadoria ou complemento de renda no futuro, o especialista indica aqueles com vencimento daqui a 20 anos, por exemplo. A investimento rende durante todo o tempo da aplicação e, se for do interesse da investidora, o resgate pode ser feito somente no vencimento, visando uma rentabilidade melhor.

Para se ter uma ideia, enquanto o VGBL pode pagar de 4% a 5% ao ano, existem títulos públicos que corrigem a inflação e ainda pagam 6,5% ao ano.

 

Crédito das fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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