Trabalhar ou não? Um dilema para algumas mulheres

Trabalhar ou não? Um dilema para algumas mulheres

Todo mês o Finanças Femininas vai ter uma coluna mensal do Emprendedorismo Rosa. A deste mês é sobre uma das maiores dúvidas das mulheres de hoje em dia. Reflita junto com Vânia Vidal de Oliva, psicóloga Clínica da Casa do Crescer

Já faz um bom tempo que trabalhar fora se tornou uma escolha natural para a maioria das mulheres. Seja por necessidade financeira, por desejo pessoal ou profissional, o ingresso das mulheres no mercado de trabalho tem sido uma realidade incontestável. Basta ver várias mulheres em cursos de formação, pós-graduação ou mesmo técnicos, superando o número de homens em muitas áreas de atuação.

Fonte da imagem: Empreendedorismo Rosa

O desejo por uma melhor qualificação associada a uma gritante necessidade de independência financeira tem levado as mulheres cada vez mais longe na sua vida profissional. Mas ainda encontramos mulheres que optam por uma função, não menos especial, de permanecerem em casa exercendo a maternidade e administrando seu lar.

Atualmente existe uma pressão social cada vez maior para que a mulher busque uma carreira ou um emprego. Hoje os pais esperam que a filha se desenvolva e progrida, tanto quanto se esperava do filho antigamente, e os casais contam com o trabalho e remuneração da mulher para a provisão financeira da família.

Entretanto devemos considerar o direito de cada um fazer sua escolha. Muitas destas escolhas são temporárias, outras nem tanto, mas todas trazem o peso de uma cobrança externa e também interna. Para muitas mulheres a opção de ficar em casa para cuidar de seus filhos e da casa gera certo conflito, já que são vistas como acomodadas ou desconsideradas no seu valor. É preciso uma boa autoestima para sustentar tal decisão com segurança e tranquilidade.

Precisamos lembrar ainda que cada mulher vive de forma muito particular a vida, e que trabalho, casa e filhos tem peso e valores diferentes para cada uma.  A decisão de abrir mão de uma profissão em detrimento a outras vivências pode sim trazer felicidade e plenitude para algumas delas e isso precisa ser respeitado. Não devemos radicalizar em dizer que só se é feliz trabalhando ou empreendendo. Precisamos lembrar que toda e qualquer escolha, embora implique em alguma renúncia, pode ser modificada ou ajustada a qualquer momento e isso nos permite transitarmos em diferentes papéis ao longo da vida.

Todas tem o direito de escolher a que ou a quem se dedicar. Isso não a torna incapaz de mudar de função sempre que desejar ou precisar, mas precisam assumir e valorizar o papel que escolheram viver em cada momento. Mulheres são versáteis e capazes de se reinventar todos os dias, e por isso amiga, viva aquilo que considere importante para você, mas com abertura para repensar, sempre que necessário, suas escolhas.

Vânia Vidal de Oliva é psicóloga Clínica, psicanalista com mais de 25 anos de experiência no atendimento de adolescentes, adultos e na orientação familiar. Atua hoje na Clínica Casa do Crescer, na cidade de Curitiba. Empreendedora e Coordenadora das Colunistas do Empreendedorismo Rosa.

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Carol Sandler

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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