Transparência entre o casal também vale para dinheiro

Transparência entre o casal também vale para dinheiro

“Quando se casa ou quando se decide morar junto com o parceiro, é importante entender que está sendo criada uma sociedade”, diz a presidente da Associação Paulista de Terapia Familiar (APTF), doutora em psicologia clínica e especialista em família, Maria Luiza Munhoz.

Aparentemente, muitas pessoas ainda colocam sua individualidade à frente do compromisso, como mostram os resultados de uma pesquisa realizada pelo site CreditCards.com, nos Estados Unidos.

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De acordo com o levantamento, cerca de 13 milhões de americanos admitiram que mantém dinheiro escondido do cônjuge. Geralmente por conta corrente, poupança ou um cartão de crédito secreto.

Com a diferença de 1%, as mulheres são as que mais escondem suas finanças em um relacionamento. O comportamento mais acentuado pela pesquisa foi o dos jovens da geração Y, que são mais propensos a manter dinheiro escondido do parceiro do que as gerações anteriores.

“Este hábito é caracterizado pela desconfiança de quem esconde o dinheiro e também desperta desconfiança em quem está sendo enganado. Isso pode gerar conflitos no relacionamento”, alerta a especialista.

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Ela explica que é saudável quando cada um consegue manter seus interesses pessoais depois de firmar o compromisso. E, justamente por isso, não é necessário manter segredos. “A individualidade e a privacidade de cada indivíduo devem ser mantidas. Mas não há razão para esconder hobbies e outras atividades do parceiro”. argumenta.

A especialista acredita que não é possível manter um segredo como este por muito tempo. “Justamente por causa do convívio, o outro sempre acaba percebendo. Pensando assim, este é um conflito que poderia ser evitado com um acordo racional entre o casal”, aconselha Maria Luiza. Ela sugere que as coisas estejam claras já na decisão do casamento ou da união estável.

Organizando as finanças em casal

Segundo Maria Luiza, além da desconfiança, as contas secretas podem desestabilizar as finanças da casa. “O planejamento financeiro deve priorizar as necessidades da família e da casa, tanto para os gastos do próximo mês, quanto para o fundo de emergências”, aconselha.

Depois, é hora de ser honesto e expor os desejos pessoais. “Nesse momento é importante esclarecer que cada um pode manter uma conta pessoal para usar, caso os compromissos com as pendências da casa estejam resolvidos”, sugere a psicóloga.

Fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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