Você sabe proteger o seu patrimônio?

Você sabe proteger o seu patrimônio?

Construir a segurança financeira e conquistar um patrimônio sólido é uma luta que na maioria das vezes consome grande parte das nossas vidas. Quando você começa a dar os passos mais concretos em sua carreira, aos poucos começa a pensar em maneiras de juntar dinheiro, comprar o primeiro imóvel, o primeiro carro e tudo isso leva bastante tempo.

Agora veja como o comportamento que nós brasileiros adotamos pode ser contraditório: ao passo que o perfil predominante no país é composto por pessoas conservadoras na hora de investir, haja vista a preferência pela aplicação na caderneta de poupança em relação a outros investimentos – tendo em vista o baixíssimo risco – o mesmo conservadorismo não é observado quando o assunto é proteger este patrimônio, que tanto tempo levou para ser erguido.

Quer um exemplo disso? Pesquisa feita pelo Instituto Data Folha apontou que 58% dos carros do país não possuem seguro. A estatística é ainda mais surpreendente quando falamos do seguro residencial: 95% dos imóveis no país não estão segurados, ou seja, um universo de aproximadamente 44 milhões de casas próprias sem seguro. Nos Estados Unidos, em contrapartida, o seguro residencial é obrigatório para qualquer pessoa que more em condomínio.

Pois veja bem, se é tão difícil conseguir comprar uma casa, por que as pessoas instintivamente já não pensam em protegê-la? Entre as explicações plausíveis para esta pergunta, o arquiteto e urbanista Cândido Malta ressalta um traço típico do comportamento dos povos latinos, que é a zona do conforto gerada por questões climáticas. Pelo fato de viver em um ambiente sem muitas intempéries do clima e abundante em alimentos, os latinos acostumaram-se a viver o dia de hoje sem pensar muito no amanhã. “Os japoneses, por exemplo, desenvolveram uma capacidade maior de superação de catástrofes do que nós latinos. Essa cultura de viver o momento está nos levando para o buraco, temos que negar essa cultura e defender o planejamento”, afirmou em debate sobre o tema promovido pelo Grupo Mapfre e BB Seguros na manhã da última terça-feira.

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Os pensamentos comuns

Para entender um pouco melhor o comportamento dos brasileiros em relação ao seguro de patrimônio, o Instituto Ibope Inteligência fez um levantamento com uma base de pouco mais de 4.200 pessoas e conseguiu categorizar as atitudes por grupos.

A maior fatia (26%) é representada pelo grupo “Seguro é para o futuro”, composto por aquelas pessoas que ainda não têm patrimônio e acreditam que o produto é ideal para pessoas mais velhas. Em seguida vem o consumidor consciente (21%), que avalia que o seguro é importante, mas não está disposto a gastar muito dinheiro com isso. O terceiro (20%) é o dos “Experientes e gratos”, que acham o seguro necessário e confiam nos corretores e seguradoras. Na sequência aparece o “Resistente/Cético” (19%), que avalia que corre poucos riscos no dia-a-dia e não confiam em seguradoras e encerrando estão os 15% que compõem o grupo “Negação defensiva”, que prefere viver o momento, não pensar em situações adversas e não comprometer nada do orçamento com seguros.

Uma das barreiras para a ampliação do mercado de seguros residenciais, por exemplo, é a percepção que as pessoas tem de que o produto é caro, complicado e difícil de ser adquirido.

Na tentativa de desmitificar este entendimento, o Mapfre e o BB Seguros lançaram ontem seguros residenciais que serão vendidos em supermercados, comércios semelhantes e também em máquinas automáticas, como aquelas de comprar lanche. As máquinas devem ser instaladas em locais de grande movimentação, como aeroportos, metrô, shoppings, etc. O produto deve estar disponível em maior escala, pelo menos em São Paulo, a partir de janeiro do ano que vem. Os pacotes disponíveis são de R$ 60, R$ 75 e R$ 85, com coberturas que podem variar de R$ 40 mil a R$ 80 mil, sendo que os clientes podem adquirir até três seguros, caso queiram aumentar o valor da cobertura.

A novidade aproxima as pessoas do mercado de seguros e possibilita o acesso ao produto a pessoas de baixa renda, em uma tentativa de explorar este vasto mercado que ainda não tem a preocupação de proteger o patrimônio. Pensar em planejamento nem sempre é algo que acontece naturalmente, o interesse por um seguro residencial pode surgir somente depois de você ver alguém próximo passar por uma situação traumática. O mais importante nesta avaliação de dados é reforçar a todas nós a necessidade de exercitar o hábito do planejamento. Se você tem um patrimônio, sabe como foi difícil conquistá-lo. Por isso mesmo é importante que avalie as melhores formas de proteger o que você tem!

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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