Você tem uma relação de amor e ódio com o banco?

Você tem uma relação de amor e ódio com o banco?

Por mais que o banco seja responsável em guardar seu salário e reservas, ele é uma instituição financeira que visa o lucro. Nunca esqueça disso, porque é crucial para fazer os investimentos certos e poupar dinheiro sempre. No mundo dos negócios, ninguém vai ser bonzinho com você só porque você é fofa e educada 😉

Para melhor explicar isso, conversamos com Humberto Veiga, autor do livro “Case com seu banco com separação de bens“, da editora Saraiva. O economista dá dicas importantíssimas para sair bem das situações e parar de gastar dinheiro a toa com taxas e juros. Veja mais:

FF: Por que sentiu a necessidade de escrever um livro com esse tema?
Humberto Veiga: As pessoas de uma maneira geral não se interessam pelo assunto, mas é extremamente necessário para administrar sua renda. Percebi pelo meu blog que meus leitores tinham dúvidas básicas no assunto e senti a necessidade de conscientizá-las. Então, como tenho experiência e conhecimento na área explorei e mostro no livro como uma pessoa pode evitar perder dinheiro.

Por mais que seja difícil, como conseguimos manter uma boa relação com o banco?
Não tem jeito, para não ser passada pra trás você deve se informar. Sabemos que existe a relação de lealdade entre os seres humanos, mas isso nem sempre é posto em prática. Vivemos numa sociedade pouco evoluída. Então, por mais que tenha uma boa relação com se gerente, desacredite que existe bondade. As pessoas que trabalham num banco só querem ganhar dinheiro. Todos tem uma meta e ganham dinheiro dependendo de quanto vendem. A melhor dica é colocar o pé atrás antes de fazer qualquer negócio bancário. 

Por que é difícil lidar com as nomenclaturas das taxas?
A partir do momento que você não conhece os seus direitos, isso dificulta ainda mais o tratamento. E é estatístico, as pessoas não sabem o que é uma taxa de administração e o que é uma cobrança abusiva. Que fique claro: isso não é exclusivo dos brasileiro, acontece em todos os países com consumo elevado.
O primeiro passo que indico é conhecer as taxas e saber todos os valores. Preste atenção em tudo que o banco oferece ou impõe o pagamento. Se o banco for usado de forma comedida, você não vai precisar pagar um monte de tarifas. E veja bem, porque os bancos normalmente oferecem tarifas com outros nomes mais bonitos.

Com tantas opções de bancos, como saber qual é o ideal para o meu perfil?
Pesquise os seguintes itens:
1) Atendimento: Consulte as estatisticas de reclamações e veja qual é o indíce no site do Banco Central.
2) Custo: Tenha na ponta da língua quanto paga pra sacar, quanto paga pra fazer um doc e outras transições bancárias.
3) Taxa de administração das operações básicas: Tenha noção de quanto cobram pelo Fundo de Investimento, CDB ou Letra de crédito imobiliário
4) Taxa de juros para crédito: Faça um balanço entre as instituições e saiba qual é mais barata e mais vantajosa.

Existe relação com o banco perfeita?
É possível ter uma boa relação, mas são raros os casos atualmente. Isso no futuro isso vai melhorar, principalmente se compararmos internacionalmente. O atendimento bancário brasileiro é uma lástima!

Como ter uma boa relação com meu gerente de banco?
O gerente tem metas para cumprir, é pressionado para ganhar dinheiro. Não adianta brigar com ele! Mas o que ele pode fazer com grande valia é informar tudo que você precisa saber sobre taxas de uma maneira didática. Sempre que pedir uma informação objetiva, peça por escrito e guarde isso! Seja consciente das suas ações no banco mostrando que você sabe o que está falando.

Qual é o cliente ideal para o banco?
O cliente ideal é aquele que gosta de pagar juros e que não dá calote. Normalmente são pessoas que usam o cheque especial poucos dias no mês, entram de vez em quando entra no rotativo do cartão, atrasam a fatura poucos dias.

O crédito está muito facilitada para os brasileiros. Quais são os principais erros nessa hora?
Os consumidores estão errando muito na hora de comprar o primeiro imóvel, gastando excessivamente com festas de casamento e comprando desenfreadamente. Isso é um risco!

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Carol Sandler

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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